O significado da Apadrinhagem nos Cultos Afros? - Charles Corrêa D'Oxum

O significado da Apadrinhagem nos Cultos Afros?





Vamos abordar um tema de suma importância em nossas vidas:

O significado da Apadrinhagem, um Fundamento religioso milenar com hierarquias espirituais e materiais.

Conceituação

Dicionário :

Padrinho : sm (1) testemunha de batismo, casamento, ou duelo. (2) protetor, patrono.
Madrinha: sf (1) mulher que serve de testemunha em batizados, crismas e casamentos e que assim se fica chamando em relação ao neófito ou à pessoa que se crisma ou casa,(2) protetora.
Testemunha : sf ( 1) pessoa chamada a assistir a certos atos autênticos ou solenes; pessoa que viu ou ouviu alguma coisa ou que é chamada a depor sobre o que viu ou ouviu,(2)a que assiste aos atos formalizados em um instrumento,cuja validade depende da presença dela (3) a que, no juízo criminal, sob palavra de honra, se compromete a dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado.


O conceito de que o padrinho e a madrinha são nossos segundos pais está presente na Igreja Católica e nas diversas religiões e crenças, e na Religião Afro não é diferente.

O padrinho e a madrinha, no mundo carnal, são seres escolhidos pelos pais para o Ato Batismal do filho.

Este ato, para nós, afro-religiosos, denominamos de Apadrinhagem, onde é realizado a Confirmação dos guias protetores do Filho de Religião, seja na Linha de Umbanda, na Quimbanda ou na Nação.


Todo iniciado mais cedo ou mais tarde terá que escolher um padrinho ou madrinha, são muitas ocasiões em que necessitamos de um, este serve como suporte ao iniciado, e é com ele quem irá se aconselhar em caso de dúvidas.


O(a) padrinho/madrinha juntamente com o Babalorixá ou Yalorixá será um(a) dos responsáveis pela formação da conduta do filho do axé.


A escolha do(a) padrinho/madrinha deve ser realizada pela parte interessada, e somente podem ser padrinhos ou madrinhas aqueles iniciados que tiverem recebidos axés iguais ou superiores ao que esta sendo apadrinhado, já que não se pode dar ou participar de um axé que não se tenha.

Um(a)  padrinho/madrinha pode ser escolhido por afinidade, mas analisar a sua conduta religiosa é importante.


É possível atribuir mais de um(a) padrinho/madrinha. Um padrinho (ou madrinha) para cada tipo de obrigação.

Assim é possível ter um padrinho de Bori, de entrega de axés ou que acumule todas estas funções,  mas em todos os casos, o respeito, a seriedade e a hierarquia devem ser seguidos.


Em caso de necessidade é o(a) padrinho/madrinha que deve auxiliar, ensinando e corrigindo aquilo que estiver errado, não deve passar a mão, deve mostrar o caminho correto, ensinar e observar.

E o afilhado deve ter como exemplo a ser seguido.

Cabe ao padrinho/madrinha dar suporte ao afilhando, substituindo o Babalorixá ou Yalorixá em casos em que ele não estiver presente ou que ocorra uma fatalidade.




Charles Corrêa D' Oxum

Axé a todos e que os orixás abençoe a vida de cada um hoje e sempre.
Lembre-se:
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.


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