A discussão de Oxum e Odé sobre seus Reinos - Charles Corrêa D'Oxum

A discussão de Oxum e Odé sobre seus Reinos



Odé e Oxum constantemente discutiam sobre os limites de seus respectivos reinados, que eram muito próximos. 

Odé ficava extremamente irritado quando o volume das águas aumentava e transbordava de seus recipientes naturais, fazendo alagar toda a floresta.

Oxum argumentava, junto a ele, que sua água era necessária à irrigação e fertilização da terra, missão que recebera de Olorun. 

Odé não lhe dava ouvidos, dizendo que sua caça iria desaparecer com a inundação.

Olorun resolveu intervir nessa guerra, separando bruscamente esses reinados, para tentar apaziguá-los, a floresta de Odé logo começou a sentir os efeitos da ausência das águas. 

A vegetação, que era exuberante, começou a secar, pois a terra não era mais fértil. 

Os animais não conseguiam encontrar comida e faltava água para beber.

A mata estava morrendo e as caças tornavam-se cada vez mais raras. 

Odé não se desesperou, achando que poderia encontrar alimento em outro lugar, Oxum, por sua vez, sentia-se muito só, sem a companhia das plantas e dos animais da floresta, mas também não se abalava, pois ainda podia contar com a companhia de seus filhos peixes para confortá-la. 

Odé andou pelas matas e florestas da Terra, mas não conseguia encontrar caça em lugar algum. Em todos os lugares encontrava o mesmo cenário desolador. 

A floresta estava morrendo e ele não podia fazer nada, desesperado, foi até Olorun pedir ajuda para salvar seu reinado, que estava definhando. 

O maior sábio de todos explicou-lhe que a falta d’água estava matando a floresta, mas não poderia ajudá-lo, pois o que fez foi necessário para acabar com a guerra. 

A única salvação era a reconciliação.

Odé, então, colocou seu orgulho de lado e foi procurar Oxum, propondo a ela uma trégua. 

Como era de costume, ela não aceitou a proposta na primeira tentativa pois queria que Odé se desculpasse reconhecendo suas qualidades. 

Ele, reconhece as qualidade de Oxum e então, compreendeu que seus reinos não poderiam sobreviver separados, unindo-se novamente, com a benção de Olorun.




Charles Corrêa D' Oxum

Axé a todos e que os orixás abençoe a vida de cada um hoje e sempre.
Lembre-se:
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.


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