A recompensa de Bará - Charles Corrêa D'Oxum

A recompensa de Bará



BARÁ não possuía riquezas, não possuía terras, não possuía rios, não tinha nenhuma profissão, nem artes e nem missão.

BARÁ vagabundeava pelo mundo sem paradeiro.

Em um dia, BARÁ passou a ir à casa de OXALÁ, na casa de OXALÁ, BARÁ se distraía, vendo o velho fabricando os seres humanos. Muitos e muitos também vinham visitar OXALÁ, mas ali ficavam pouco, quatro dias, sete dias, e nada aprendiam, traziam oferendas, viam o velho orixá, apreciavam sua obra e partiam.

BARÁ foi o único que ficou na casa de OXALÁ, ele permaneceu por lá durante dezesseis anos.
BARÁ prestava muita atenção na modelagem e aprendeu como OXALÁ modelava as mãos, os pés, a boca, os olhos, as mãos, os pés, a boca, os olhos e outros órgãos. Durante dezesseis anos ali ficou auxiliando o velho orixá.

OXALÁ observava, não perguntava nada, BARÁ apenas observava e prestava muita atenção e com o passar do tempo aprendeu tudo com o velho.

Um dia OXALÁ disse a BARÁ para ir postar-se na encruzilhada por onde passavam os que vinham à sua casa. para ficar ali e não deixar passar quem não trouxesse uma oferenda a OXALÁ. BARÁ que tinha aprendido tudo, agora podia ajudar OXALÁ, era ele quem recebia as oferendas e as entregava a OXALÁ que vendo o bom desempenho do seu trabalho decidiu recompensá-lo, assim, quem viesse à casa de OXALÁ teria que pagar também alguma coisa a BARÁ.






Axé a todos!
Charles Corrêa D' Oxum

Antes de sair gostaria de curtir a fanpage do blog?