Lista do sincretismo religioso dentro dos cultos afros - Charles Corrêa D'Oxum

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Lista do sincretismo religioso dentro dos cultos afros





O sincretismo nada mais é do que uma mistura de concepções religiosas. Logo que os escravos chegaram ao Brasil os brancos decidiram catequizá-los.

Padres eram designados para ensinar e pregar os fundamentos e preceitos católicos, os negros eram proibidos de qualquer prática religiosa que não fosse aquela aprendida aqui no Brasil. Então, para evitar represálias dos senhores de engenho, os escravos fingiram adaptar-se à nova fé.

Para que pudessem continuar cultuando nossos Orixás os negros passaram a utilizar de imagens dos santos católicos. Atribuíram a imagem de um santo para cada Orixá, para isso procuraram os santos católicos que mais se adequasse e se identificasse com os santos afros.

Em dia de batuque os escravos costumavam abrir um buraco no chão, dentro do qual eles depositavam as oferendas aos Orixás. Para esconder o buraco eles colocavam em cima uma pedra ou tronco de madeira.

Em cima da pedra colocavam uma imagem de santo católico, geralmente a que tinham escolhido para corresponder ao Orixá que estava sendo homenageado.

À noite então formavam uma roda em volta da pedra e dançavam e cantavam as rezas louvando os Orixás.

Os brancos sem entenderem o idioma iorubá, acreditavam na conversão e achava até bonito a demonstração de fé dos negros com a nova religião.

Abaixo segue uma lista do sincretismo religioso dentro dos cultos afros, mas lembre que a lista abaixo pode variar de tradição familiar pra tradição familiar, podendo ser diferente do que está escrito aqui.

Para mais detalhes sobre o sincretismo dentro do Batuque do RS, clique aqui


Bará Legbá:

Santo Antônio de Categeró

Bará Lodê:

São Pedro ou São Benedito

Bará Lanã: 

Santo Antônio do Pão dos Pobres

Bará Adague:

Santo Antônio

Bará Agelú: 

Menino no colo de Santo Antônio

Ogum Avagã:

São Paulo

Ogum Onira, Olobedé e Adiolá:

São Jorge


Oyá Timboá:

Santa Terezinha

Oyá Dirã:

Joana D’arc

Oyá Niqué:

Santa Bárbara sem o castelo

Iansã:

Santa Bárbara com o castelo

Xangô Ibeje:

São Cosme e São Damião

Xangô Aganjú:

São Miguel Arcanjo

Xangô Agodô:

São João Batista ou São Jerônimo

Odé:

São Sebastião

Otim:

Santa Bernadete

Obá:

Santa Catarina

Ossanha:

São Cristóvão ou São Judas Tadeu

Xapanã Jubeteí:

São Roque ou São Lázaro

Xapanã Belujá:

Jesus Cristo crucificado ou Senhor dos Passos


Xapanã Sapatá: 

Jesus Cristo crucificado ou São Lázaro

Oxum Ibeje: 

Nossa Senhora de Fátima

Oxum Pandá:

Nossa Senhora das Graças, Nossa Senhora de Fátima, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora de Lourdes, Imaculada Conceição, Sagrado Coração de Maria


Oxum Demum: 

Nossa Senhora da Conceição

Oxum Olobá:

Nossa Senhora do Carmo
Nossa Senhora Medianeira

Oxum Docô:

Nossa Senhora de Aparecida

Yemanjá Bocí e Iemanjá Bomí: 

Nossa Senhora dos Navegantes

Yemanjá Nanã Borocum: 

Sant’Anna

Oxalá Bocum e Oxalá Olocum: 

Menino Jesus de Praga

Oxalá Dacum: 

Sagrado Coração de Jesus


Oxalá Jobocum: 

Divino Espírito Santo (pomba)

Oxalá Oromilaia: 

Santa Luzia




Charles Corrêa D' Oxum

Axé a todos e que os orixás abençoe a vida de cada um hoje e sempre.
Lembre-se:
A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.


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